No último sábado, fui a uma festa julina na Praça Paris. Músicos de blocos que tocaram na festa continuaram a tocar e saíram em cortejo da praça pelas ruas da Glória e Lapa.
Algumas pessoas em pernas-de-pau, que também se apresentaram na festa, seguiram o cortejo. Sim, um carnaval em pleno mês de julho.
A difusão de blocos de carnaval e de suas respectivas oficinas de instrumentos musicais está transformando o Rio, ou pelo menos o Centro e suas redondezas, em uma grande fanfarra. As pernas-de-pau completam a cena.
Por um lado, me parece muito positivo que tantas pessoas dominem instrumentos e técnicas artísticas e que estejam ocupando espontaneamente os espaços públicos da cidade. Como na noção de Arte de Contexto, a arte se torna um modo de relação; no sentido situacionista, ela é o meio de criar situações inesperadas, uma criação coletiva; ou ainda, um ato urbano, na noção…
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